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1 de dezembro de 2012

Terra 2050 - Documentário feito pela Shell

Muito legal o documentário da Shell mostrando como anda as pesquisas para construir as cidades do futuro.
Mega cidades irão surgir, mas do jeito que são feitas hoje não é possível.
Aparece no documentário também o Brasil, como pioneiro na fabricação de combustíveis renováveis lá em 1975.


Particularmente eu não gosto de usar carro pra tudo, mas hoje não há opção. As cidades devem ser feitas para pessoas e não para carros. O nosso tempo é o que existe de mais precioso, devemos gastá-lo com nossa família e amigos e não indo e voltando do trabalho.

25 de junho de 2011

Não é cópia, é remix!

Em um trabalho, artístico ou não, onde fica o limite entre a cópia e o remix? Legal o estudo que o Kirby Ferguson fez. Não sabia eu, mas o Led Zeppelin remixou um monte de músicas que consagrou a banda, e depois surgiu muitas bandas que copiaram a cópia.

Isso acontece com tudo. Filmes, livros, músicas, negócios, no campo acadêmico, e claro, com software, tanto open source como proprietário. No software, isso ocorre a cada segundo em sites como o Google Code Hosting e o GitHub.com.

Remixar acontece também sem querer, uma vez que nossa personalidade é formada pelas experiências que passamos, e tudo o que criamos é fruto disso. Sem perceber nos inspiramos a todo momento, e isso influencia o trabalho que fazemos. As idéias precisam vir de algum lugar. Criação requer influência.

Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre o ombro de gigantes.
Isaac Newton

Me perdoe quem não entende a língua inglesa, mas eu também não entendo muito.


Everything is a Remix Part 1 from Kirby Ferguson on Vimeo.

10 de junho de 2011

Prepare-se: sua vida vai mudar

Gostei do texto, pois me fez pensar em coisas que eu não tinha pensado antes. Os tablets produzidos no Brasil vão mudar a sociedade que conhecemos. Estamos no início de uma nova era.

Prepare-se: sua vida vai mudar: "


Marque esta data: 2 de junho de 2011. É o dia da largada oficial para a produção em massa dos tablets em território nacional. Na quinta-feira, o governo publicou a portaria que estabelece as regras para o incentivo fiscal aos equipamentos portáteis sem teclado fabricados no Brasil e assim possibilitou às empresas ligarem as máquinas. Segundo cálculos dos técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a isenção pode representar uma queda de 40% no custo do produto. Mas o que isso significa efetivamente para o país? Muito.



A primeira constatação é que algo mudou na disposição do Estado. Dos rumores até a efetivação do projeto, foram meros três meses. Ou seja, o governo tem vontade política para solucionar a encruzilhada tecnológica do país. E essa situação não se trata de atraso, mas sim de momento.

Em uma conversa recente, Jack London, pioneiro da internet brasileira, explicou-me o quadro amplo: o mundo digital alterna ciclos. O foco primeiro esteve no hardware – nos anos 70 e 80, quando gigantes como IBM e Digital dominavam o mercado. Depois migrou para o software – período de ascensão da Microsoft e, posteriormente, do Google. E agora volta ao hardware novamente – hoje a Apple se consolida como marca mais poderosa do mercado.

A cada fim de ciclo dinossauros se extinguem. A fabricante de mainframes Digital, por exemplo, sumiu do mapa. A IBM se reinventou como companhia de serviços para superar a era glacial do hardware. No momento atual assistimos a consolidação da empresa de Steve Jobs no topo, enquanto a Microsoft tenta recuperar terreno perdido na área móvel.

Existe consenso em torno da ideia que a Apple criou, do nada, mercados inteiramente novos com os lançamentos do iPhone e do iPad. A chegada desses equipamentos fomentou uma indústria de aplicativos e um sem número de serviços, como revistas digitais, vídeos sob demanda e e-books multimídias.

O ponto central dessa revolução é o acesso a equipamentos topes a preços populares. Em resumo, a massificação de smartphones e tablets.

Dito tudo isso, voltemos aos tablets brasileiros. A equação “equipamento tope + preço popular = novo mercado” parece ter inspirado o esforço federal em trazer a Foxconn e a mudar as regras do jogo dos aparelhos móveis.

No campo das especulações, podemos concluir que o governo deve dar seguimento em breve a outras propostas de infraestrutura tecnológica como a massificação da banda larga e o projeto de cidades digitais, que prevê, entre vários pontos, áreas de acesso wireless gratuito.

Se todo esse cenário se consolidar teremos uma cena de negócios muito interessante sendo construída em um médio prazo. Algumas cidades poderão se tornar pequenos polos ou ilhas virtuais e concentrar um mercado local inteiramente conectado. Imagine a cena: na praça central o tradicional footing se transforma em uma multidão de jovens com tablets e smarts tuitando cantadas, gracejos, piadas, combinando festas, curtindo vídeos. E seus pais acompanhando os filhos por check ins no Foursquare ou pelo Google Latitude. E gente de todas as idades publicando conteúdo, lendo e-books ou revistas eletrônicas, fazendo compras, buscando de tudo na internet. O local e o global se misturam em uma nova realidade.

É o surgimento do terroir digital.

Nas grandes cidades, como São Paulo, porém, existe uma espécie de efeito videogame, que dificulta o acesso aberto. Como em um jogo eletrônico, os obstáculos à cultura móvel aparecem por todo o lado. A começar do próprio tamanho. O gigantismo das metrópoles restringe a disseminação de wireless público.

O sistema de transporte coletivo também se revela um dos entraves em relação ao uso dos tablets – quem se arriscaria e levar o iPad para passear no metrô lotado ou em ônibus com gente caindo pelas janelas? O medo de se expor pode tornar o tablet um acessório de viagem.

Se ao ar livre impera o efeito videogame, em locais fechados, como shoppings, escolas, universidades e condomínios, a cena muda. Esses espaços podem gerar suas próprias micro-comunidades. Em pouco tempo, o sistema educacional privado deve incorporar os tablets em sala de aula. E isso nem pode ser considerada uma previsão. Será, sim, a concretização de um sonho relativamente antigo de faculdades e colégios.

Com a massificação de tablets e smartphones, as oportunidades de negócios estarão, literalmente por todos os lados. E você, está preparado para a nova vida digital?
"

3 de julho de 2010

Design é tudo- Arquitetura

Design é tudo. Tecnologia aplicada para tornar eficiente pequenos espaços. Note o que o rapaz fala: "A cama ocupa um espaço enorme, sendo que tu usa ela somente um pouco por dia..."
Só não gostei do sofazinho hehe



25 de setembro de 2009

Especialista em Engenharia de Software com UML

Terminei a pós de Engenharia de Software!
=]





Agradeço à Matthias Wessendorf. Após umas conversas com esse cara, entendi as vantagens de se estudar Engenharia, da qual em menos de um ano já tinha resolvido muitos problemas na minha vida profissional. E agora que terminei, espero que ajude eu ganhar dinheiro hehehehe

8 de julho de 2009

Kct de Google!

Eu e vocês em breve seremos testemunhas de um fato histórico na informática. Google Chrome OS. Fechamos o ciclo, voltamos à era do mainframe!

Tô de cara! :O

e no bom português:

Até que enfim um OS que vai prestar!

30 de junho de 2009

A última de Michael Jackson





Saiu no G1. A única pessoa até agora que conseguiu parar o Google e o Twitter.

Com a morte do artista, os softwares dos dois gigantes acharam que era um ataque, devido a explosão de buscas sobre Michael Jackson. O mecanismo do Google, suspeitando do crescimento colossal das buscas, mostrou mensagens de erros ao usuários.

O crescimento é absurdo! Dêem uma olhada no gráfico do que mede a o interesse dos usuários através do número de buscas no Google.

Primeiro vamos calibrar. Jesus X futebol x celular:

Agora versus Barack Obama. É.. ta mudando.
Agora apelando, colocanso versus Sex:

Está muito fácil pro sex hehe. Mas vejam que a explosão de pesquisas pro rei do pop:
Agora da para ver por que caíram os serviços. Curiosidade, Michael Jackson e Barack Obama são dois "negão" hehe.

16 de junho de 2009

Opera Unite

Não é só o Google que tem boas idéias...
Vejam o que o time do Opera está fazendo. Você pode rodar serviços a partir da sua casa, de maneira muito fácil, sem conhecimentos avançados de informática.

É quase o mesmo que utilizar serviços de dns dinâmicos para você fazer seu pc um servidor, a diferença é que é mais fácil, e é para leigos!

Imaginem as possibilidades. A indústria fonográfica, se não mudar, estará perdida. Bem feito hehe

A web será feita por todos.
=]

7 de junho de 2009

Informação é poder!

Antes mesmo da internet existir, isso já era verdade...
Noventa por cento da internet(ou mais) é lixo. De uns tempos pra cá eu já estava até perdendo empolgação come ela, pois devido a inclusão digital, orkuts e afins, todo mundo teve acesso à rede, inclusive para estragá-la cada vez mais.

Mas a apresentação do vídeo no google tech talks nos inspira e mostra como realmente a internet traz democracia e informação, e como é uma ferramenta podeosa na mão de algumas pessoas.

29 de maio de 2009

Google Wave

O que acontece quando uma empresa contrata um monte de pessoas brilhantes e dão o ambiente certo para trabalhare. O ambiente certo, com os recuros certos e as pessoas certas... não falta mais nada para mudar o mundo que conhecemos.

Google Wave



1 de dezembro de 2008

Google e e a enchente no Vale do Itajaí

Até o poderoso Google Inc. se envolveu na tragédia de 2008 no Vale do Itajaí. Em parceria com a prefeitura de Blumenau, fizeram um portal no Google Maps com links das regiões alagadas e dos pontos de resgate:

10 de junho de 2008

Steve Jobs mal das pernas, iPhone é a salvação!

Gostaria que vocês vissem o vídeo e comentassem o que vocês acham... mas não do iPhone e sim da calça jeans que o Steve Jobs estava usando, ma velha!
Não que eu fique reparando, mas se a mãe dele tivesse viva não ia deixar ele sair de casa desse jeito. Espero que vocês se sensibilizem e ajude a Apple comprando iPhones haha
Agora sobre o iPhone, o que as concorrentes vão fazer? Pois ele está muito bom e barato, pra mim um fato inédito na industria da tecnologia. Mas essa calça jeans, pelamorr...



19 de setembro de 2006

Relato de um profissional de TI indignado

Sempre gostei de computadores. Quando entrei na Universidade, com orgulho comprei minha camiseta do meu curso do Cefet(hoje UTF-PR). Eu não entendia de informática, mas colegas que tiveram contato com essa tecnologia desde a infância se sentiam mais orgulhosos, pois já entendiam da "coisa". Sabiam crackear qualquer jogo, descompilavam com orgulho o trabalho feito em pascal por colegas menos "espertos" e se sentiam com sabedoria suficiente para dizer que a informática não dava dinheiro. Alguns trabalhavam em lojas de peças trazidas do Paraguay, e sempre tinham o download do último jogo que saiu.

Muito triste pra mim saber que informática não dava dinheiro. Um dos dias mais felizes da minha vida foi saber que fiquei em terceiro lugar no vestibular. Porém não foi nada fácil ainda bem jovem ter que largar família e amigos na pequena cidade onde nasci pra tentar um futuro mais próspero, conquistar algumas coisas com meu trabalho, e mais tarde poder voltar de visita para lá com orgulho, dar um presente simples aos pais, e dizer que graças à eles lutou e conseguiu vencer na vida. E ao invés de aprender instalar um joguinho, do qual era meu primeiro objetivo, aprendi que informática não dava dinheiro.

Passei no curso mais concorrido que tinha no CEFET(hoje UTF - Universidade Federal Tecnológica) na época, e após formado, entendo o que esses "micreiros" da universidade queriam dizer. Eles estavam falando apenas de Pato Branco. Eu que na época duvidava agora acredito. Todo empresário sonha em dominar o mundo, arriscam pagar salários baixíssimos para profissionais que são obrigados à encontrar uma maneira de se manter atualizado de forma mágica. Não podem se ausentar nenhum dia da empresa, nem que seja para fazer um curso que poderia melhorar processos internos. Pagar então parte do curso do funcionário, isso soa como uma piada na mente dos nossos capitalistas.

Tem empresários que fingem que esqueceram as férias de seus "peões". Esqueceram nada, como vão esquecer se eles também pensam nas deles, e se esqueceram, não sei ainda como organizam as outras partes de sua empresa. Pois afinal, quem "meche" com informática não tem vida pessoal, não pratica esportes, não gosta de tomar sorvete com a namorada, e só gosta de ficar lendo documentos técnicos que amanhã cedo estarão defasados e de consertar o software que um antigo programador desleixado fez às pressas pra atender os primeiros clientes. Programador que hoje talvez seja o dono da empresa.


Empresa que ama tanto que acha que vai poder ficar pra sempre contratando estagiários temporários que assim que aprendem fazer um algoritmo trocam de empresa como se troca de cueca, esses que ainda as vezes se sentem culpados, por talvez acharem que não deram o retorno aos empresários, dos quais supostamente deram uma chance deles de ganhar experiência. Isso está errado. Não se deve ter pena desses empresários, eles nunca vão colocar os interesses pessoais dos empregados na frente dos lucros deles. O que eles querem é encontrar uma alma iluminada que aprenda rápido uma linguagem de programação e que não perceba que está sendo explorado tão cedo. E se sair, "tudo bem!" eles devem pensar, a cada 6 meses surgem dezenas de novos estagiários sedentos por experiência nas faculdades próximas.

Tudo bem? Será que eles acham que vão continuar crescendo apenas renovando seus estagiários de tempos em tempos? E sem documentação ainda, pra um novo funcionário tornar-se produtivo, não é tão simples assim.

Mas antes de continuar lendo, não se esqueça, sempre há exceções, dá pra contar nos dedos mas há. Eu conheço empresários de minha confiança não agem desta forma.

Todos tem ambição, inclusive eu. Será que seu eu conseguir montar um empreendimento vou esquecer de tudo isso que passei? Me tornar um sangue-suga de tecnólogos? Pedir pra eles chegarem sem um minuto de atraso, e que façam tudo com perfeição, então depositarei seus pagamentos sempre lá pelo dia 15 do mês, data em que as contas já eram pra estar pagas e esquecidas? E de vez em quando, lembrar das boas práticas, e dizer um "muito obrigado", como se isso quitasse as contas deles na praça? Se um dia eu fizer isso, faça-me um favor, me dê um tiro. Será que não vou pagar vale-refeição? Se não pagar, como requisito pra entrar na minha empresa será o funcionário estar morando com a mãe. E que reze bastante também, por que com o salário que com o salário vou oferecer ele nunca vai poder ficar doente, e nem ir ao dentista. Ir num bar com os amigos pra olhar umas meninas e esquecer os problemas? aí já está pedindo demais né, você não vai se encaixar no perfil.

Uma vez eu até pedia aumento, como se fosse uma vergonha. Ganhei, mas foi só cinquenta reais. Deu uma diferença enorme, poderia almoçar 4 vezes no mês com dignidade em um restaurante. Só que pra fazer isso teria que continuar ir a pé pro trabalho.

É incrível como eles querem ser líderes se não sabem o princípios básicos. A empresa é feita de pessoas e não o monte de fios e computadores. Esses podem ser facilmente substituídos, pessoas não.

Sempre quando converso com professores gosto de observar a cara de choque deles, eu por gosto, e sem sentir-me envergonhado, entro no assunto e digo, "ganho 800 reais por mês"(2 salarios mínimos, tem frentista que ganha mais e se estressa menos, sem desmerecer a profissão). Eles abrem a boca e a primeira coisa que dizem é: "Nossa, pensei que ganhava pelo menos uns 3 mil". Mas a culpa é de quem? Dos empresários, negativo! Eles estão cavando o próprio túmulo, é obvio que nunca vão dominar o mundo como pretendem, estão apenas retardando sua derrota, e pegando apenas os novatos e covardes experientes em tecnologia que tem medo de sair. Ou outros que por algum motivo(uma promessa do patrão acompanhado de um brilho nos dentes) ficam.

Pedir aumento? Acho que não adianta. Procure outro emprego. Existem empresas decentes nos centros, e geralmente elas são de média a grande porte, por que será? Será que cresceram porque deram condições de trabalho dignas e um bom salário aos programadores, ou fazem isso porque são grandes? Com certeza a primeira. Recentemente no IDG Now saiu uma reportagem mostrando o perfil dos salários no Brasil, então podemos pensar: "Ah mais o software na cidade grande cobram mais caro...", é verdade,
mas o software que é produzido aqui em Pato Branco é vendido pro mundo inteiro também.

Saibam de uma coisa caros colegas de profissão. Vocês não vão encontrar nenhuma empresa decente que pague menos de 20 reais a hora. Isso não fui eu que inventei, é fonte segura.

Ou então, têm os que pensam que os profissionais dos centros são formados em faculdades melhores e então merecem salários melhores. Lógico que há quem diga, mas converse com um professor que fez mestrado fora, e pergunte se o nível dos trabalhos de TCC das Faculdades Federais de São Paulo ou Santa Catarina são superiores que os nossos. Eu já perguntei pra vários, e a reposta foi sempre não.




Pense na fragilidade de uma empresa que possue alguém bem qualificado ganhando mal, não é do dia pra noite que pode achar alguém que o substitua à altura, e se for pagar o mesmo salário, as chances caem mais ainda. Mas o empresário que queria dominar o mundo sozinho e de forma fácil põem em risco o seu produto e seus serviços ao invés de pagar o que o cara merece. Daí cai em seus ouvidos uma queixa de um cliente e pensa que o problema ta começando, meu amigo, nessa altura o cliente já contou pro sindicato inteiro que seu software não presta e que ignoraram ele apesar de estar em dia com suas mensalidades. Daí passam-se 10 anos com um crescimento quase que nulo e o empregador pensa: "O quê estou fazendo errado?". Daí o caminho mais fácil é colocar a culpa no governo.

Não sei, sempre quis ser empresário, mas será que se eu conseguir vou fazer o mesmo? Será que vou entrar na panelinha de "grandes líderes de TI" de Pato Branco que por baixo dos panos pregam seu cartel de salários. O mesmo cartel que foi ameaçado quando a CPM tentou (e fez) melhorar as condições de seus colaboradores, que aliás, não está lá essas coisas.

Daí os empresários pensam: "..ah mais o capital da CPM é de fora", que piada, como se o software produzido aqui não fosse vendido fora, ou se a moeda daqui valesse menos.

Numa empresa que entrei, no primeiro dia li todas as normas, animado ao estar devorando aquele texto e por saber que interessavam se eu fizesse um novo curso de capacitação por conta própria ou se tinha uma idéia para um novo produto, estariam sempre dispostos à ouvir minha opinião. Mesmo formado e com dezenas de certificados nada mudou, continua a mesma exploração.



O ruim desse tipo de exploração é que quem está sendo explorado as vezes demora a perceber. E nesse meio tempo quer mostrar dedicação, cancelou compromissos, fez hora extra, tudo em vão. Uma questão de tempo pra revolta chegar, e para começar escrever um texto como este.

Como os empresários de Pato Branco dormem tranquilos ao serem responsáveis de toda essa palhaçada? De todo esse atraso regional. Se você é um profissional de TI e está fingindo que está tudo certo, pode ter certeza amigo, que isso é um como um conta-gotas que uma hora vai fazer sua raiva transbordar, daí já não adianta mais, nessa hora que você já tinha que ter um outro emprego, por que amanhã cedo terá o maior desânimo da sua vida em acordar e ir pro trabalho ficar sentado naquela cadeira de espuma vagabunda sem enconsto para os braços, torcendo para que o inverno volte, e anule o calor, para você conseguir parar de suar enquanto tenta se concentrar.

Pato Branco tem um cartél de salários? Quem sou eu pra afirmar? Eu só sei que ganho mal, e todos meus colegas também. O NTI(Núcleo de tecnologia da Informação - www.nti.org.br) seria uma sigla desse suposto cartél? Ouvi dizeres, mas não acho possível, e nem impossível, pois é um excelente ponto de encontro dos líderes dessa pequena máfia. Mas é muito triste acreditar que existe uma corrupção tamanha como um cartél, mas se não existe, será que eles pensam tudo igual então, e se comunicam por telepatia, e todas empresas tem os mesmos lucros e os mesmos gastos.

Coisas que com meus erros acabei aprendendo:
- Siga "seus instintos" ao ouvir promessas do seu patrão. Ele pode estar apenas te enganando, da mesma forma que fez quando vendeu um software que não existia a um cliente. Assim ele vai te sugar o máximo que pode. E seu patrão não é honesto com os clientes ou enrola os mesmos? Com certeza não vai ser diferente com você.
- Você precisa ficar em Pato Branco até terminar a faculdade? Então aproveite e empresa para ganhar o máximo de experiência aproveitável que puder. Assim você receberá propostas e sairá de Pato Branco rapidamente quando se formar.
- Trabalha no suporte? Ensinando usuários à clicar em menus? Estude uma linguagem de programação e tente fazer um software que resolva os problemas de forma mais fácil do que aquele que você dá suporte, talvez até melhor. Se acha muito chato, tente entrar num projeto open source. Seu trabalho será reconhecido por excelentes profissionais que trabalham no projeto, e se eles estão fazendo isso nas horas vagas, é por que ganham bem e não precisam se preocupar em um segundo emprego.
- Aprenda uma linguagem/tecnologia, mas não seja casado com ela. E nunca fale mal das outras. Todas resolvem o problema de sua forma e possuem seus pontos fortes e fracos. E tecnologia sempre irá mudar, assim como as linguagens. Escolha a que você mais gostar e trabalhe com prazer, que você vai resolver qualquer problema. A faculdade não te ensina a programar? Claro, nenhuma fará. Quem elabora as ementas são pessoas inteligentes, eles sabem que tu ta fazendo faculdade em um curso abrangente que precisa de pessoas pesquisadoras que se viram pro resto da vida, e não de uma linguagem ou framework específico, pois se fosse assim, tu ia ter que fazer uma faculdade por ano.
- Converse com seus professores e colegas sobre quanto ganha, você não deve ter vergonha de quanto recebe, quem precisa ter vergonha são os empresários patobranquenses, que criaram esse cartél cada vez mais evidente.
- Preste atenção nos sites de emprego, eu já vi muitos casos darem certo com amigos. Pelo menos com informática.
- Não se sinta mal em sair da sua empresa por convite de uma proposta melhor. Você deve ir onde for melhor pra você, pois se você não cuidar de seu futuro, quem vai? O seu chefe?
- Busque um líder, e não um chefe.