Compartilho com vocês mais um caminho do Mercosul dessa terra tupiniquim. Desviando de pedágios e burracos que separam nossos destinos, eis que vos apresento, a rota do software.
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30 de janeiro de 2010
25 de setembro de 2009
Especialista em Engenharia de Software com UML
=]
Agradeço à Matthias Wessendorf. Após umas conversas com esse cara, entendi as vantagens de se estudar Engenharia, da qual em menos de um ano já tinha resolvido muitos problemas na minha vida profissional. E agora que terminei, espero que ajude eu ganhar dinheiro hehehehe
17 de agosto de 2009
Cirurgia desvio de septo, já fiz =]
Meu amigo disse que fazia de graça hehe.
Depois de 24 anos, feito =]
Senti o cheiro do pão em cima da mesa, emocionante hehe. Nunca tinha sentido um cheiro de longe.
=]
Depois de 24 anos, feito =]
Senti o cheiro do pão em cima da mesa, emocionante hehe. Nunca tinha sentido um cheiro de longe.
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4 de julho de 2009
4 de dezembro de 2008
1 de dezembro de 2008
Google e e a enchente no Vale do Itajaí
Até o poderoso Google Inc. se envolveu na tragédia de 2008 no Vale do Itajaí. Em parceria com a prefeitura de Blumenau, fizeram um portal no Google Maps com links das regiões alagadas e dos pontos de resgate:
A casa caiu, literalmente
Flagrantes de deslizamentos de terra ocorridos na tragédia de 2008 em Blumenau:
Rodovia sendo destruída em Blumenau:
Rodovia sendo destruída em Blumenau:
Reportagens dos jornais da globo:
Reportagens do fantástico:
Rotina nos abrigos:
Explicação do fenômeno:
Relato da experiência passada. Por Patrícia Poeta (só metade do vídeo):
Rotina nos abrigos:
Explicação do fenômeno:
Relato da experiência passada. Por Patrícia Poeta (só metade do vídeo):
29 de novembro de 2008
Vale do Itajaí, enchentes e o seu passado
Reportagem interessante de Ricardo Moreira de Mesquita para a Folha sobre os alagamentos na região do Vale:
No século 19, enchentes já faziam parte do cotidiano
Ricardo Moreira de Mesquita
ESPECIAL PARA A FOLHA
AS ENCHENTES em Santa Catarina são históricas, mas precisam deixar de ser. Não existem méritos quando a ocupação humana desordenada favorece fenômenos naturais que ceifam vidas.
A morfologia geológica que favoreceu a colonização do Estado e a pluralidade étnica peculiar também facilitam a ocorrência de enchentes registradas por viajantes e exploradores. No século 19, nas falas e relatórios dos presidentes da Província de Santa Catarina, dirigidos à Assembléia Provincial e enviados à administração real, na cidade do Rio de Janeiro, observa-se que as enchentes já faziam parte do cotidiano.
Nesses documentos estão os registros das atividades de governo, em que relatam a situação das finanças públicas, obras provinciais, socorros à saúde e tranqüilidade pública.
Não foram poucos os que também deixaram sugestões para combatê-las. O presidente João Carlos Pardal, em 1838, informava da necessidade de mudança no traçado da estrada para Lages, onde o rio Braço do Norte, no sul do Estado, subia o seu leito e avançava 44 metros além das margens, a cada enchente. Em Porto Belo, já haviam mudado o trajeto da estrada, cansados de reconstruir as pontes em razão das cheias.
Fixar-se às margens dos rios é uma opção do homem desde remotos tempos, pela fertilidade das terras e garantia de alimentação, a luta pela sobrevivência. Em Santa Catarina, a colonização não foi diferente de outras sociedades de regadio -Egito, Mesopotâmia, Delta do Ganges e rio Amarelo. A serra Geral, com seus contrafortes, limita o planalto ocidental da planície litorânea, recortada em belas praias, promontórios e pelos rios que nela nascem e se fazem ao mar.
Muitos outros relatos sobre tempestades, inundações -o vocábulo preferido na época- estão registrados. Mas a enchente ocorrida em 1880 deixou marcas no Estado, talvez tanto quanto deixará a de 2008.
Entre os dias 27 e 28 de setembro de 1880, escreve o presidente da Província, João Rodrigues Chaves, "elevaram-se as águas do rio Itajaí e seus afluentes a um nível que excedeu todas as previsões e inundaram rapidamente e impetuosamente todo o grande vale [...], Blumenau, o núcleo colonial de Luiz Alves e o povoado de São Pedro do Gaspar, causando graves danos e muitas perdas de vidas. Estradas, pontes de grande valor, habitações, engenhos, todas as plantações, fundadas nestes férteis municípios e nos de Tijucas e Tubarão".
E o presidente continua: "Vou abrir a vossos olhos o quadro triste desta desgraça. Na Colônia de Itajaí pereceram nessa inundação três pessoas; em Blumenau, 11; em Luiz Alves, 25; em Tubarão, três, e, finalmente, em Tijucas, uma pessoa, em um total de 42 mortos". A solidariedade brasileira era bem-vinda. Chaves louva os atos de caridade e cita vários doadores, inclusive dom Pedro 2º, sua majestade imperial, e a imperatriz Thereza Christina.
Chegaram doações das províncias vizinhas do Paraná e Rio Grande do Sul. O povo é grandioso, solidário, mas não recebe soluções.
No século 20, as maiores cheias na região do Vale do Itajaí ocorreram em 1957, 1961, 1984 (a grande enchente que atingiu Blumenau) e a de 1987.
Em 24 de março de 1974, chuvas intensas de dois dias desceram a serra arrasando Tubarão, no sul de Santa Catarina.
O desmatamento, a ocupação desordenada das encostas, a omissão dos poderes públicos no controle demográfico de regiões de risco, associados à especulação imobiliária, lavouras e plantações desordenadas nos picos dos morros, agravam os eventos.
A comunicação instantânea pode transformar a enchente de 2008 em um triste e grandioso espetáculo que passará para a história como mais uma inundação. Ou será, a continuar a inércia da gestão pública, mais uma histórica enchente?
Ricardo é jornalista, escritor e historiador, sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e membro da Academia Desterrense de Letras.
Blumenau e a tragédia de 2008
Engraçado como que as pessoas ficam diferentes quando acontece esse tipo de coisa. Percebem que todo mundo é igual. Só por caminhar na rua, vê que os cidadãos já se olham entre si de uma forma diferente. De alguma forma, o acontecimento causou impacto na vida de todos. Ficamos sem água, luz, mercados, transporte, comunicação, remédios... Uma semana depois, ainda é difícil se concentrar no trabalho. Ainda só se fala nisso nas ruas. Todo mundo quer saber o que o outro perdeu e tem uma história para contar.
As pessoas estão solidárias. Às vezes, parece que sumiu um pouco as diferenças sociais. Ficamos mais iguais.
Eu também não sabia também que a TV é tão atrasada. Somente uma semana depois para começar aparecer as notícias na televisão. Só a TV local é claro, que noticiou e ajudou a defesa civil 24 hs por dia.
Sempre sabíamos que tínhamos uma cidade limpa e bonita, mas só agora demos conta do que isso significa. Não tem jeito, ver tudo destruído dá muita tristesa.
E como continuar morando nos morros? Antes, o único perigo eram as baixadas que davam enchente, agora também aprendemos que os morros podem desabar. Esqueça o que tu aprendeste na escola, morros fechados de mata atlãntica vieram abaixo! A mata não segura a terra quando cai toda essa água! Vem árvores, barro e rocha. Tudo abaixo!
Sendo voluntário na vila germânica, vi gente de tudo que é tipo. Gente que desperdiça água, outros querem tanto ajudar que acabam atrapalhando, há os que ajudam muito, há aqueles que se escondem pra não ajudar ( realmente não sei por quê vão lá) e há também aqueles oportunistas, mas isso é minoria. Ah, e como já é previsto, quando aparece uma câmera e um repórter, de repente todo mundo que estava cansado fica novinho em folha hehe.
Mulheres separam roupas e fazem kits de cesta básica enquanto homens carregam e descarregam caminhões. Todo mundo trabalhando igual loucos sem ganhar nada, para satisfazer as necessidades básicas dos desabrigados. Somado com as mega operações nos bairros, helicópteros no céu, imprensa, máquinas e exércitos na ruas, toque de recolher(pra evitar roubos). Me lembrou muito uma economia de guerra. Claro, tirando as armas.
Essa enchente foi diferente das outras. O pior não foi os alagamentos, e sim os deslizamentos de terra. Eu estava na pós graduação quando caiu a bomba d'água, foi muito rápido, em meia hora estava tudo alagado. A chuva destriu as pontes, estradas, escolas, gasodutos, estações de tratamento de água, pessoas perderam terrenos, independente de sua classe social. Desde a Rua Herman Rusher com suas casas voluptuosas, quanto outras tantas com suas construções simples. Não vou chutar números do prejuízo nem dizer a contagem atual de mortos, pois ainda não acabou. Mas para ter uma idéia, só uma empresa de cerâmica que está parada, deixa de faturar por dia 1 milhão e trezentos mil reais, pois não tem gás já que rompeu o gasoduto Brasil x Bolívia. O mesmo gasoduto que leva gás pro resto do sul.
E olha só, estou escrevendo isso uma semana depois, e ainda não parou de chover. Só resta rogarmos.
Mais uma vez nos pegamos pequenos e insignificantes mediante a fúria da natureza.
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