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1 de julho de 2013

Sobre as manifestações


Reportagem da CNN falando sobre o que está acontecendo no Brasil.

Tomara que a copa mude nosso país mesmo, mas não por causa dos elefantes brancos que vão ficar, e sim pelas pessoas que não vão aceitar mais serem enganadas.

A economia explica que quando o ser humano consegue uma coisa ou conquista algo, ele tende a ir atrás de outra, buscando o próximo passo, para sanar outra escassez. É por isso que eu não sou contra bolsa escola e etc, apesar de ser uma medida populista. No geral, acho que essas pessoas não vão sossegar, vão querer mais, e a educação da meios para isso. Por mais ruim que seja é melhor do que nada.
E assim como milhões atingiram a classe C, outros milhões estão dando um passo pra trás, e por isso tem toda essa revolta.

Hoje uma manifestação estava bloqueando a rua, tive que pular um canteiro e voltar pra ir em outro mercado. Fiquei bravo por um segundo, mas já lembrei que essas pessoas na rua estão certas e eu devia estar alí.


3 de janeiro de 2013

É fácil olhar pelo retrovisor


Outro bom artigo do Stephen Kanitz. É muito fácil olhar pelo retrovisor, falar do passado, criticar erros e etc. Quero ver ter coragem para andar onde ninguém andou.

Jornalismo do Deboche

Muitos leitores perguntam por que nunca escrevo artigos ridicularizando George W. Bush, desancando o governo PT ou ridicularizando as bobagens ditas por algum de nossos governantes. 

Não faço este tipo de colunismo porque é ilimitada a quantidade de bobagens feitas por seres humanos. Estaríamos destruindo todo o papel do planeta se comentássemos cada besteira feita. Depois, o tempo do leitor é curto, um jornalismo construtivo deveria também divulgar possíveis soluções e não ficar somente na crítica dos erros dos outros. 

Leitores são presas fáceis desta forma de crítica jornalística, porque ela insinua equivocadamente que somos superiores aos nossos semelhantes, governantes e amigos. 

Noventa por cento das nossas conversas é para se comentar gafes e fracassos dos amigos, nunca suas conquistas e realizações, por isto nunca sou o primeiro a sair de uma festa de amigos. 

O jornalista do deboche sabe que o sucesso do outro incomoda, e se aproveita disto. O jornalismo do deboche não somente mostra que somos supostamente mais inteligentes do que os que estão no poder, mas tem uma outra coisa “freudianamente” muito importante: mostra que o colunista é mais inteligente do que todos nós juntos. 

Não pelas suas idéias originais, critério único para se medir inteligência, mas pela burrice dos outros que o jornalismo do deboche tem o prazer de desancar. Como o debochador sempre trata do passado, quando os erros já são óbvios e evidentes, ele tem sempre a vantagem da onisciência, algo que o governante não teve na hora da sua decisão.

Não faço referência àqueles que escrevem uma crítica de forma construtiva, precisamos ser informados das mazelas e erros do governo. Um artigo debochado de vez em quando nos faz rir e permite agüentar o fardo da incompetência alheia. Mas muitos fazem do deboche a sua especialidade, sua razão de ser. 

O jornalismo deve criticar e ao mesmo tempo propor soluções para serem discutidas, inclusive correr o risco de ver a idéia debochada. Só que aí, o artigo teria de ser inovador, competente, criativo, sensato, conciliador, persuasivo e corajoso. A crítica barata é muito mais fácil do que a análise profunda. A análise requer pesquisa, números e estatísticas, o deboche só precisa de uma língua afiada.

Se você adora o jornalismo do deboche, porque ele é engraçado, lembre-se que você está rindo de si mesmo, e embora autocrítica e umas risadas sejam sadias, limitar-se a isto é dar um tiro no pé. O Brasil está diariamente dando tiros no pé, e achando graça.

Num congresso de estudantes colocaram-me para falar em penúltimo lugar, e o encerramento foi feito por um profissional do deboche. Ele simplesmente destruiu o meu discurso otimista anterior, dizendo que o Brasil jamais daria certo, de que estávamos condenados pelo gene do patrimonialismo português, que o fracasso estava no nosso sangue, e assim por diante. Para a minha grande surpresa, a platéia simplesmente adorou. Riam a valer, e no final aplaudiram de pé. Inacreditável para mim!

Se um grande intelectual prevê que o Brasil jamais dará certo, não precisamos nos esforçar. Pode-se justificar o nosso fracasso pessoal, nossa mediocridade individual, como sendo inevitável, é nosso destino. “Não preciso melhorar, a culpa não é minha, a culpa é do Brasil, a culpa é dos portugueses”.

Muitos de nossos intelectuais jogam para a platéia, curvando-se à força do mercado, um discurso de que jamais daremos certo, quando a função do intelectual seria justamente mostrar as soluções, mostrar o caminho, mostrar o que nós pobres mortais não vemos. 

Onde estão os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, onde estão os padres com seus sermões edificantes, onde estão os visionários que nos mostravam o caminho? Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem platéia, porque o jovem brasileiro está encantado com o discurso do deboche, é sempre mais fácil culpar os outros.

O jornalismo do deboche é um fenômeno mundial, atingiu até o New York Times. Se acabou acreditando que você é mais competente que Lula, FHC ou Bush, consulte um especialista. 

O mundo não é tão simples nem tão ridículo quando lhe fizeram imaginar. Graças a Deus!


Stephen Kanitz

Fonte: http://www.kanitz.com/impublicaveis/jornalismo_do_deboche.asp

14 de abril de 2012

BIG DATA ou BIG BROTHER?

Compartilho a idéia de Clemente Nobrega. Quando se há muita massa de dados você consegue prever o resultado de outra massa. Quanto mais massa houver, melhor a precisão do resultado. Isso ocorre em tudo, doenças, bolsa de valores, clima, etc. 

                                  


Segue o texto:
                                                                                                                 


Algoritmos e regras estatísticas estão passando a perna em especialistas em vários campos. Se você preza seu saber, cuidado! Pode haver um algoritmo à sua espreita.Experts em prever a qualidade de safras de vinho têm sido derrotados por algorítmos. Produtores de cinema têm levado surras ao estimar a bilheteria de novos lançamentos (e já consultam uma empresa chamada Epagogix.com para mudar roteiros e prever receitas).

Técnicos avaliam jogadores sem nunca os terem visto jogar. Cassinos prevêem direitinho quanto dinheiro podem tirar de certo cliente antes que ele pare de jogar. Está ficando forte demais para ser ignorado.O nome da coisa é “decisão com base em evidência”. (INNOVATRIX ,meu livro mais recente) bem que poderia se chamar “inovação com base em evidência”-é a mesmíssima idéia.

A capacidade de fazer experimentos processando informações sobre o comportamento real dos consumidores, fez do Google uma agência de propaganda “matemática”.É isso o que ele é.A Target,cadeia concorrente do Wal Mart, usa esses algirítimos adoidado.Veja como eles descobrem que uma cliente está grávida antes do pai dela saber AQUI

O que dizer num anúncio de cerveja – “Melhor sabor” ou “Menos ressaca”? Teste os dois no Google. O sistema alterna os anúncios e seleciona (automaticamente) aquele em que o pessoal clica mais. Chega daquelas teorias malucas sobre o “percurso do olhar” de uma pessoa ob-servando um anúncio impresso (“primeiro ela olha para o canto superior direito, depois desce em diagonal..”). Eu hein!Não é melhor ficar com o que funciona?

Os médicos vão espernear, mas terão de encarar: agorítimos podem descobrir as rotas de solução para certas condições de saúde melhor do que eles.Medicina baseada em evidência. É só haver um banco de dados (com muitos dados) para que o algoritmo descubra padrões que especialista algum consegue.

O que funcionaria melhor: um programa tipo “bolsa família” que embutisse, de início, algumas exigências (contrapartidas) ,ou simples distribuição de dinheiro? O programa Progresa /Oportunidades no México, foi testado em 506 aldeias selecionadas aleatoriamente com e sem contrapartidas. Os resultados foram tão convincentes que o programa (com contrapartidas) foi estendido para todo o país. Política pública baseada em evidência.

Profissões baseadas em opinião de experts tendem a desaparecer. Lembra do avaliador de empréstimo bancário? Um dia ele já foi bem pago. Sumiu. Foi substituído por operadores de callcenter que repetem scrpits sugeridos por computador.Estamos obtendo resultados sem teoria.Ciência tradicional é coletar observações (dados) sobre eventos, construir uma teoria a partir dos dados, e usá-la para prever eventos ainda não observados.

Ocorre que quando se tem muitos (muitos,muitos) dados você pode pular a etapa “teoria” e prever direto o resultado. Como o Google faz.Exemplo:quando você erra na digitação de uma palavra, o Google sugere a grafia correta. Como faz isso sem uma gramática embutida? Ele registra que quando alguém tecla uma palavra “X” e ele pergunta – “você não estava querendo teclar Y?” – muita gente diz que sim. 

O mecanismo é baseado no registro de todos os “X” e “Y”. É assim também que traduz qualquer língua para qualquer outra. Seu banco de dados, alimentado por versões dos mesmos documentos em várias línguas, produz (na força bruta) uma correspondência entre arquiteturas de gramáticas numa e noutra.

Quando traduz, ele varre zilhões de trechos dessas arquiteturas que, agregados, fazem o link “disso” para “aquilo”,de uma língua para outra. Ninguém do Google que trabalhou na construção do tradutor do chinês para o inglês, sabia chinês. Só havia dados. Pentabytes de dados, como eles dizem. Para quê teoria se você tem dados? Comportamento humano, por exemplo. Para quê ficar perguntando por que as pessoas fazem o que fazem? O fato é que fazem, e é possível prever o que farão sem teoria.
Algoritmos acham padrões onde a ciência não consegue. Mas, se essa computação “pentabyteana” pode substituir a teoria, será que bancos de computadores interligados (como neurônios num super-cérebro) não pode-riam produzir um tipo de “supermente”?

A metáfora do computador “Hal”, no filme “2001 – Uma odisséia no Espaço” (de 1966), pode tornar-se real?“Hal” seqüestrara o comando da nave (como os computadores do Google parecem fazer com nossas mentes). O astronauta Dave tenta desligar seus circuitos para recuperar o comando. “Hal” implora: Dave, estou com medo. Por favor, não me desligue, minha mente está indo embora”. Se tentarmos nos desligar dos super-processadores do Google, será que eles reagirão? Que tipo de mente restará em nós, já que a anterior foi desprogramada? Nicholas Carr, um fino comentarista das coisas da era digital, diz: “o filme profetiza que à medida que dependemos mais de computadores para mediar nossa compreensão do mundo, nossa inteligência vai se achatando”. O filme termina com um “Dave” infantil, dentro de uma bolha, em posição fetal, flutuando no espaço e observando a Terra de longe.

Comprar, jogar fora, comprar: A história da obsolescência planejada (201...

A tempos que noto que o mundo é cada vez mais descartável. Não vejo problema nenhum nisso desde que TUDO seja reciclável.

A economia deveria se especializar em "reciclagem e produção". O "conserto" só seria necessário quando essas duas etapas não fossem evoluídas o suficiente em termos de custo (tempo, impacto ambiental, espaço, etc).



O vídeo faz com que pensamos que as empresas são do mal pois criam produtos para que não durem. Se tirarmos o impacto ambiental que isso causa vemos que não é bem assim.

Não há como garantir o dia de amanhã da empresa se pararem de comprar seu produto, pois ao mesmo tempo que ela vende lâmpadas, por exemplo, ela extermina a necessidade das pessoas de comprarem lâmpadas, pois chegará uma hora que ninguém ficará no escuro.

Então como garantir que a empresa continue gerando lucro e mantendo famílias? Criar aluguel do serviço da lâmpada? Cobrar bem caro por elas? O meio mais fácil e barato de se manter fabricando lâmpadas é fazer elas durarem 1000 horas. Assim expira-se a licença de uso da lâmpada de uma maneira que não se pode burlar e pode-se cobrar mais barato pela lâmpada.

Em tudo há dois lados da moeda. Pensando dessa maneira percebemos que as empresas não são tão más assim. Pra fechar o modelo, bastaria só reciclar os produtos jogados fora para a fabricação de novos e teríamos um sistema sustentável.

Se um produto não fica obsoleto, a empresa precisa se reinventar constantemente, pois ela já supriu a necessidade e eliminou a razão de sua existência. É mais cômodo para as empresas fazerem produtos que durem pouco do que elas se reinventarem de décadas em décadas.

E para o consumidor, o mais barato é o produto que atenda sua necessidade na medida e que custe menos. Comprando o mais barato sobrará mais dinheiro para comprar mais coisas. No final a economia nunca pára, nunca o homem estará livre de necessidades.
E para o meio ambiente, consequentemente para todos, o melhor é o reciclável.

13 de março de 2012

Copa e Olimpíadas, a prova final se ainda podemos acreditar em mudançano nosso País


Brasil colors
Originally uploaded by Luigi FDV

A Copa e as Olimpíadas vão ser uma prova que nosso país terá de passar para provar se tem, ou não, capacidade de organizar e executar projetos.

Somos um dos países mais caros em termos de impostos quando se olha o retorno em serviços. O dinheiro vai pro governo e não volta em serviços. Pagamos caro por tudo que é industrializado, compare os preços de nosso carros com os do Ebay. Temos o famoso custo Brasil, nunca vamos conseguir competir preço com a China. Um automóvel "popular"custa absurdos 25 mil reais, vem com o painel de plástico, sem freios ABS, sem direção hidráulica e nem um simples item de segurança como o limpador do vidro traseiro. Nossa infraestrutura é precária, preferimos gastar milhões demolindo e reconstruindo uma ponte do que gastar uma fração fazendo sua manutenção. Os professores que cuidam das nossas crianças, o maior tesouro duma nação, recebem um mísero salário. Somos também um dos mais burocráticos para se abrir uma empresa. A reforma tributária que todos sabem que precisam mas nunca acontece.

Até alguns dias atrás, alguém com histórico criminal podia ser eleito. A ficha limpa veio, antes tarde do que nunca. É normal falar em corrupção. Todo mundo conhece alguém que teve que sair da política pois não aguentava mais tanta sugeira. E também me enoja ver o quão comum é ouvir por aí uma história de alguém que na prefeitura deu o famoso "jeitinho" para fazer uma licitação direcionada.

Notou que eu mencionei nós ao invés de o governo? Sim nós somos quem escolhemos os nossos representantes.

A África do Sul, mesmo com todos seus problemas e atrasos, conseguiu sediar uma Copa legal. Se nós não conseguirmos, melhor só fazer carnaval daqui por diante, pois é uma coisa que fazemos extremamente bem. 

Eu acho que o país vai mudar, mas não sei se ainda estarei vivo até lá. Talvez leve umas 3 gerações, se tudo andar certo até lá. Se a Copa e as Olimpíadas tiverem problemas em aeroportos, metrôs e infraestrutura, aí não adianta continuarmos acreditando. Melhor aceitar a idéia de que temos uma país lindo, mas pra tê-lo preciamos aceitar todos esses defeitos. 

Referências


15 de janeiro de 2012

Palestra - Mario Sergio Cortella - Você sabe com quem está falando?

Muito bom. Ele falou sobre sotaque. Já morei em alguns poucos lugares, em busca de oportunidades e experiência de vida, mas já pude notar o seguinte:

Existe muitas pessoas que acham que o seu modo de viver é o correto e melhor aceito. Acham que somente a música que ouvem é boa. Só o que lêm e assistem é que presta, e que seu modo de viver é o mais correto. Elas também não possuem muita humildade e todos seus amigos são meio iguais.

Eu nunca zombei do sotaque de ninguém, nem do lugar onde nasceu, nem do gosto musical, comida, costumes, etc.

Não existe o certo e o errado existe apenas maneiras diferentes. Você não é obrigado a gostar, mas sinta-se obrigado a respeitar.


25 de junho de 2011

Não é cópia, é remix!

Em um trabalho, artístico ou não, onde fica o limite entre a cópia e o remix? Legal o estudo que o Kirby Ferguson fez. Não sabia eu, mas o Led Zeppelin remixou um monte de músicas que consagrou a banda, e depois surgiu muitas bandas que copiaram a cópia.

Isso acontece com tudo. Filmes, livros, músicas, negócios, no campo acadêmico, e claro, com software, tanto open source como proprietário. No software, isso ocorre a cada segundo em sites como o Google Code Hosting e o GitHub.com.

Remixar acontece também sem querer, uma vez que nossa personalidade é formada pelas experiências que passamos, e tudo o que criamos é fruto disso. Sem perceber nos inspiramos a todo momento, e isso influencia o trabalho que fazemos. As idéias precisam vir de algum lugar. Criação requer influência.

Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre o ombro de gigantes.
Isaac Newton

Me perdoe quem não entende a língua inglesa, mas eu também não entendo muito.


Everything is a Remix Part 1 from Kirby Ferguson on Vimeo.

17 de março de 2011

Usina nuclear não vale a pena

É muito triste isso que ocorreu no Japão. Não vale a pena usinas nuclear. Qualquer acidente ninguém consegue nem chegar perto. Condena-se uma grande extensão de terra para sempre, num país tão pequeno em extensão. Os benefícios de uma usina nuclear não pagam o custo. O risco é muito alto.

Comparando com economia, na área que trata sobre risco e retorno de investimentos, diz que nunca se deve entrar onde o risco é muito alto, mesmo que o retorno seja alto também, pois a longo prazo o risco faz com que não valha a pena. Tudo que foi ganho um dia é perdido pra sempre. Para mim tem a mesma lógica de uma usina nuclear. Uma hora vai dar zebra, pois o ser humano falha e não tem controle da natureza, nem dos acidentes.

Em Chernobyl, todos os milhares de "voluntários" que trabalharam para conter a radiação morreram, e no Japão, infelizmente, não será diferente.

=/

referente a: G1 - Níveis de radiação seguem altos ao redor da usina nuclear de Fukushima - notícias em Tsunami no Pacífico (ver no Google Sidewiki)

31 de janeiro de 2011

A história é escrita pelos vencedores

Quem vence a guerra sempre é o Herói e quem perde sempre será o demônio. O extermínio de Judeus foi baseado no princípio da eugenia que era aceito por muitas pessoas consideradas intelectuais (e talvez frias) na época. É triste e injusto, mas a própria natureza (criada por Deus) faz isso a milhões de anos através do processo de seleção natural.

Os próprios espartanos matavam os bebês que consideravam fracos ou inferiores, e não foram considerados tão evil como os nazistas. É tudo triste mas é real.

Imaginem se um país evoluído jogasse uma bomba em São Paulo e no Rio de Janeiro hoje, e matasse 220 mil pessoas (maioria civis) instantâneamente, e quem sobrevivesse, iria levar consigo dezenas de tipos de câncer que seriam enraizados no DNA de tal forma que até os filhos dos seus filhos teriam problemas, ficando assim difícil de calcular o estrago. Estados Unidos fez isso à apenas 50 anos atrás com o Japão, mas venceu a guerra.

Mao Tsé-Tung, líder revolucionário chinês, foi responsável por 70.000.000 de mortes.

O ditador russo Joseph Stalin, matou 40.000.000 de pessoas.

Hitler matou 6.000.000 de judeus, e foi responsável por 21.000.000 de mortes na guerra. Ainda era um  aprendiz...

Chegamos a conclusão que tudo é relativo, inclusive a maldade. Perante a nossa ótica é errado matar humanos para fazer experiências, claro, pois são da nossa espécie, e possuem família, e ainda têm conciência. Mas perante a natureza, seria a mesma coisa, ou até mais correto do que usar camundongos de laboratório, pois estes não prejudicam tantas outras espécies e não deixam tantos ecossistemas em desequilíbrio.
referente a: Top 10 Things The Nazis Got Right (ver no Google Sidewiki)

10 de dezembro de 2010

WikiLeaks não morre mais!


Lembram da Playboy da Xuxa? Eu não tinha nascido ainda. Sou do tempo que ela descia de uma nave espacial e procurava um reprodutor na Terra.
Mas sei que ela saiu nua na revista, e o Pelé foi louco às ruas do Rio de Janeiro comprando todas as revistas que encontrava pra tentar fazer o mundo esquecesse disso, sumindo com todas as evidências.

O WikiLeaks está passando por situação parecida. Os governos estão tentando boicotar mas sem sucesso. Como o Pelé, estão loucos tentando comprar todas playboys. Já fizeram o Paypal, a Mastercard, Amazon, bancos da Suíça (até eles) pararam de oferecer seus serviços ao WikiLeaks. Chego assim, a conclusão que conspirações governamentais não existem só no 24 hs do Jack Bauer. 

Julian Assange, um dos criadores do site e principal porta voz, estava sendo procurado pela polícia para ser preso, acusado de um crime leve dentro da categoria estupro, conforme as leis suecas. Mas isso é apenas um motivo usado para prendê-lo, pois ele não fez nada de errado, apenas publica os documentos que vazam dos governos. Estupro não é suficiente para ser um dos mais procurados pela Interpol, a polícia internacional.

A Austrália ofereceu asilo mas ele não aceitará, pois diz que o governo australiano irá matar ele em breve, a pedido dos USA. Depois de tanta informação suja revelada desses governos, acredito que isso possa ocorrer.

Mas isso não tem fim, como a Playboy da Xuxa, sempre haverá alguém com uma guardada. Vejam na página http://www.wikileaks.ch/mirrors.html por exemplo, qualquer um pode hospedar uma cópia completa espelho do site WikiLeaks. E também, a cada momento, existem milhares de pessoas baixando torrents com toda informação do site, como foi mostrado aqui. O WikiLeaks já é um organismo vivo.

A mesma Internet que ajudou os governos denunciando crimes eleitorais no Irã,  revelando esconderijos de traficantes no rio, continua fazendo o que faz de melhor, levar a informação de uma parte do globo à outra de forma barata, descentralizada e móvel, ao alcance de muitos (não ao de todos, por enquanto).

Ainda bem existe a web da forma que existe hoje, descentralizada, e a economia já depende dela. Sem esse último fator, os governos já teriam derrubado. 

Informação é poder! Contemplamos o mundo mais democrático que já existiu!

A fábrica da violência – Artigo Jornal do Commercio – 10/12/2010 | Blog do Cristovam


Compartilho a opinião.

A fábrica da violência – Artigo Jornal do Commercio – 10/12/2010

Cristovam Buarque é Professor e Senador pelo PDT-DF
O Brasil inventou o jeitinho e deslumbrou-se com ele. A cada problema mostramos nossa incrível capacidade de ajustarmos ao que funciona mal, depois de pequenas mudanças. Mesmo quando se tenta soluções radicais, elas são adaptadas e se tornam jeitinhos. Foi assim com a idéia da Bolsa Escola pela qual se pagaria às mães de famílias pobres para que seus filhos estudassem em escolas com a máxima qualidade. Ao mesmo tempo em que se pagaria às mães, se faria uma revolução nas escolas. Esta concepção transformadora foi ajustada para pagar com a Bolsa Família, independente da qualidade da escola e da freqüência das aulas. No lugar da solução, preferimos um jeitinho para que a família pudesse comer, mesmo pobre e independente de sair da pobreza. A última campanha presidencial mostra esta preferência pelo jeitinho. No lugar da solução para a pobreza, os candidatos discutiam o valor da Bolsa, a possibilidade de pagar um 13º valor por ano. Nenhum candidato se comprometeu com um prazo para fazer a Bolsa ficar desnecessária, por meio da superação da pobreza. Na luta entre solução e jeitinho, o segundo sempre é preferido

O mesmo está acontecendo com o problema da violência. Enfrentamos com o jeitinho das balas, das cadeias, dos helicópteros e tanques, porque se olha para a violência como um fato que surge naturalmente, sem identificar a sua causa primeira e sem enfrentá-la para resolver o problema.

Se analisarmos a origem da violência, vamos ver que a nossa sociedade nasceu da violência, dos que matavam índios, como se isso fosse civilização; dos que derrubavam árvores, como se isso fosse progresso; dos que escravizavam, como se isso fosse humano, introjetando um sentimento violento no sistema social. 

Nas últimas décadas, a demografia foi violentada com a migração em massa do campo às cidades, forçada pela propriedade de latifúndios improdutivos e a ilusão de emprego industrial. Nas cidades, os adultos foram violentados pelo desemprego, os jovens pelas drogas, as crianças pela falta de escola, as mulheres pelo abandono, todos pela falta de atendimento médico e pela desigualdade entre os que vivem do lixo e dos que vivem no luxo.

A tomada dos morros das mãos de bandidos é uma condição imediata e necessária para dar segurança à sociedade, especialmente aos pobres que vivem ao lado do tráfico, roubando seus filhos. Mas não vai bastar, pois não passa de um jeitinho, sem se aproximar do enfrentamento das causas. Por isso, novas violências continuarão surgindo como reação à violência social generalizada, massacrante, embora camuflada.

A saída para a violência não é ocupar os morros com soldados, mas pacificar toda a sociedade. O caminho é uma revolução na educação.

Nestes últimos dias, enquanto diversos bandidos eram presos, diversas crianças nasciam nos morros e favelas do Rio. Os primeiros serão “adotados”, a um custo de dezenas de milhões de reais por ano, a fim de mantê-los longe da sociedade. Os outros, que acabam de nascer, nada receberão no começo da vida; depois, receberão menos que R$ 2 mil reais por ano para sua educação.

Com isto podemos até dar um jeitinho na violência imediata, mas sem destruir a fábrica da violência que há 500 anos caracteriza o Brasil..

2 de dezembro de 2010

Ocupação <> Produtividade

Estar atolado de trabalho com as entregas nos limites dos prazos, sem tempo pra repensar no que está sendo feito não é a maneira mais lucrativa de se trabalhar pra empresa, e muitas vezes é isso que ela espera.

"If I had nine hours to cut down a tree, I would spend six hours sharpening my axe"

Abraham Lincoln

Traduzindo:

"Se eu tivesse nove horas para cortar uma árvore, passaria seis horas afiando o meu machado"

Abraham Lincoln

Isso vale pra todas as atividades.
referente a: InfoQ: Volte ao Trabalho! (ver no Google Sidewiki)

26 de novembro de 2010

Hoje eu gostaria de ser militar

Depois do filme tropa de elite, ninguém tem mais dúvida que a população clama por um herói como é o Capitão Nascimento e também ninguém chora quando morre um bandido. Só a mãe dele deve chorar, pois sabe que tem parcela de culpa.

Não sei se os filmes causaram algum impacto maior, mas será que não incendiou a polícia e o governo em querer fazer o papel de herói como na verdade deveria ser? Veja a notícia relacionada no G1, os policiais aposentados querem voltar pro efetivo ajudar nas tarefas administrativas.

Nos sites, os confrontos são acompanhados evento a evento, como se fosse um clássico de futebol. Eike Batista, já a um certo tempo, patrocina as Unidades Pacificadores Permanentes nos morros. Parece que realmente está todo mundo contra os bandidos.

De qualquer forma, ver aquele bando de traficantes armados caindo como moscas pelos tiros de sniper dá uma sensação de que o bem está ganhando, e que vamos ter um final feliz. Não importa se tem uma fila de vagabundos pra tomar o lugar, isso é um problema futuro, tem que ter segurança hoje pra podermos planejar o dia a de amanhã.

Dizem que o mundo é cruel, e é mesmo, enquanto houver gente ruim só com guerra poderá ser garantida a paz.
referente a: G1 - Após ataques, cerca de 3 mil PMs inativos já se ofereceram para voltar - notícias em Rio de Janeiro (ver no Google Sidewiki)

24 de novembro de 2010

O medo e a criatividade

Segundo o Sir. Ken Robinson, as crianças são muito criativas, até que elas começam crescer e fazer parte do sistema, onde começam a ficar mais maduras e, naturalmente, condicionadas.

Na escola elas são educadas que uma das piores coisas da vida é errar. Na escola que frequentamos, arriscar e errar é muito ruim, podemos até ficar pra trás. O medo de errar faz com que ela não arrisque mais, e assim, aos poucos vai eliminando sua criatividade ao decorrer de sua vida. E como sabemos, tudo que não é praticado, definha-se.

No documentário animação Waking Life, há um diálogo onde se descute a mesma coisa sob uma ótica diferente. Duas pessoas filosofam sobre como certos seres humanos tem tanto destaque numa massa tão grande de gente. Por que existe só um Pelé, só um Mozart, tão poucas pessoas que se destaquem em uma área? A resposta pra essa questão no documentário vem com outra pergunta: Qual é a característica mais comum na espécie humana? A resposta é "O medo."
in reference to: YouTube - Sir Ken Robinson: Do schools kill creativity? (view on Google Sidewiki)

15 de novembro de 2010

Jovens


We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

Mais do que nunca, o mundo avança rapidamente. Não por que talvez ser jovem te dá algum poder especial, mas acho que pelo simples fato de ser novo faz com que acompanhe mais facilmente as mudanças. O jovem ainda não está completamente condicionados ao modo de vida repetitivo e cotidiano, estão dispostos a experimentarem as novidades, e isso faz com que acompanhem as mudanças  tecnológicas, de consumo, cultura, comportamento e pensamento.

1 de agosto de 2010

Honoráveis Bandidos

Acabei de ler Honoráveis Bandidos, do jornalista Palmério Dória.
Segundo ele, me convencendo, a família Sarney foi uma das piores coisas que já aconteceu no Brasil.

Não gosto muito de política, mas ela não pode ser ignorada. Se tu não envolver, vão tomar conta do país e consequentemente vão ditar o rumo da sua vida.

Um pouco cético sobre o exagero do autor, e desconfiado da tendenciosidade que poderia ter alí, acabei pesquisando sobre esse estado do nordeste brasileiro bem distante do meu sul. Com tantos anos no poder, a ascensão de Sarney tornou o Maranhão como o segundo pior estado do Brasil em índices de desenvolvimento humano, economia e expectativa de vida. Atrasado 30 anos, perdendo apenas para Alagoas, que não resolvi pesquisar o por quê.

3 de julho de 2010

Design é tudo- Arquitetura

Design é tudo. Tecnologia aplicada para tornar eficiente pequenos espaços. Note o que o rapaz fala: "A cama ocupa um espaço enorme, sendo que tu usa ela somente um pouco por dia..."
Só não gostei do sofazinho hehe



1 de julho de 2010

HOME

Pra quem entende inglês, altamente recomendado.

Sempre achei que já conhecia muito do mundo que vivemos. Resumidamente é a história profana da Terra. Os animais, como coadjuvantes, interagindo e preparando o terreno que 3,5 bilhões de anos mais tarde, nós humanos, tomássemos conta, como nenhum animal havia feito antes.

26 de junho de 2010