13 de março de 2012

Copa e Olimpíadas, a prova final se ainda podemos acreditar em mudançano nosso País


Brasil colors
Originally uploaded by Luigi FDV

A Copa e as Olimpíadas vão ser uma prova que nosso país terá de passar para provar se tem, ou não, capacidade de organizar e executar projetos.

Somos um dos países mais caros em termos de impostos quando se olha o retorno em serviços. O dinheiro vai pro governo e não volta em serviços. Pagamos caro por tudo que é industrializado, compare os preços de nosso carros com os do Ebay. Temos o famoso custo Brasil, nunca vamos conseguir competir preço com a China. Um automóvel "popular"custa absurdos 25 mil reais, vem com o painel de plástico, sem freios ABS, sem direção hidráulica e nem um simples item de segurança como o limpador do vidro traseiro. Nossa infraestrutura é precária, preferimos gastar milhões demolindo e reconstruindo uma ponte do que gastar uma fração fazendo sua manutenção. Os professores que cuidam das nossas crianças, o maior tesouro duma nação, recebem um mísero salário. Somos também um dos mais burocráticos para se abrir uma empresa. A reforma tributária que todos sabem que precisam mas nunca acontece.

Até alguns dias atrás, alguém com histórico criminal podia ser eleito. A ficha limpa veio, antes tarde do que nunca. É normal falar em corrupção. Todo mundo conhece alguém que teve que sair da política pois não aguentava mais tanta sugeira. E também me enoja ver o quão comum é ouvir por aí uma história de alguém que na prefeitura deu o famoso "jeitinho" para fazer uma licitação direcionada.

Notou que eu mencionei nós ao invés de o governo? Sim nós somos quem escolhemos os nossos representantes.

A África do Sul, mesmo com todos seus problemas e atrasos, conseguiu sediar uma Copa legal. Se nós não conseguirmos, melhor só fazer carnaval daqui por diante, pois é uma coisa que fazemos extremamente bem. 

Eu acho que o país vai mudar, mas não sei se ainda estarei vivo até lá. Talvez leve umas 3 gerações, se tudo andar certo até lá. Se a Copa e as Olimpíadas tiverem problemas em aeroportos, metrôs e infraestrutura, aí não adianta continuarmos acreditando. Melhor aceitar a idéia de que temos uma país lindo, mas pra tê-lo preciamos aceitar todos esses defeitos. 

Referências


15 coisas que um homem deve fazer antes de morrer




Gostei das idéias que vi no blog:


A vida não é um checklist como as compras que você faz no supermercado. Ela é 100% feita das escolhas que você faz, das oportunidades que você agarra e da coragem que você possui. Uma lista de coisas que um homem deve fazer antes de morrer nunca deve ser seguida passo a passo, mas sim ser utilizada como inspiração para as próximas décadas e também como termômetro para saber quanto você já aproveitou a vida.
Eis 15 coisas que um homem deve fazer:
1. Narrar o gol mais histórico da sua vida para seu neto
Faça pausas dramáticas, imite o movimento dos jogadores, grite no momento certo e conte lance por lance daquele gol que você sempre sorri quando relembra.
2. Ligar para uma mulher que te deu o fora
E falar tudo que você penou por causa dela (desligue antes que ela tente se defender).
3. Conquistar algo que você sempre achou impossível
O alto de uma montanha, o carro dos seus sonhos, a mão de uma mulher.
4. Reconhecer conquistas alheias
Porque nem sempre você será o melhor em tudo. Admitir que outra pessoa conseguiu ir mais longe que você é uma prova para o ego que todo homem deve enfrentar.
5. Escrever uma carta para seu pai
Não importa se ele foi um bom pai ou um cara terrível, se ele está vivo ou morto. A influência dele é imensa na vida de um homem. Por isso, simplesmente coloque no papel o que você gostaria de falar para ele. Escrever é obrigatório, enviar a carta é opcional.
6. Viajar sem destino
Simplesmente pegue seu carro, seus amigos, sua vida e descubra como planos nem sempre são importantes.
7. Ménage à trois
Talvez até para você saber que não é tudo isso que você imagina.
8. Superar um medo
Escolha aquele medo que está dentro de você há tanto tempo que você nem mais enfrenta, apenas evita. Mostre para ele quem é que comanda aqui.
9. Brindar com classe
Quando você tiver certeza de que está fazendo tudo certo, convoque os amigos e brinde pelos velhos e pelos novos tempos! 
10. Ir a uma barbearia
Aproveite a sensação da espuma na cara para falar sobre futebol, mulheres ou qualquer outro assunto de homem. Corresponde a três meses de terapia.
11. Reencontrar um antigo amigo
Alguém que você sempre se deu bem na infância ou na adolescência e hoje em dia se pergunta: “por que raios nunca mais nos falamos”?
12. Esbanjar dinheiro com algo que você não precisa
E nunca se culpe por ter feito isso.
13. Comprar um relógioUm bom relógio. Um relógio bonito. Um relógio resistente e capaz de chamar atenção. Um relógio bom o suficiente para passar para seu filho, seu neto, seu bisneto…
14. Ser muito bom num esporte
…até o dia que você consiga vencer um oponente muito mais forte que você. Depois, aposente-se para sempre.
15. Ajudar um amigo
Seja financeiramente, seja carregando a mudança ou apenas com um convite para o bar em um dia ruim. Apenas esforce-se para fazer a diferença. Depois você pode até esquecer do que fez, mas seu amigo vai lembrar para sempre de seu ato.

15 de janeiro de 2012

Palestra - Mario Sergio Cortella - Você sabe com quem está falando?

Muito bom. Ele falou sobre sotaque. Já morei em alguns poucos lugares, em busca de oportunidades e experiência de vida, mas já pude notar o seguinte:

Existe muitas pessoas que acham que o seu modo de viver é o correto e melhor aceito. Acham que somente a música que ouvem é boa. Só o que lêm e assistem é que presta, e que seu modo de viver é o mais correto. Elas também não possuem muita humildade e todos seus amigos são meio iguais.

Eu nunca zombei do sotaque de ninguém, nem do lugar onde nasceu, nem do gosto musical, comida, costumes, etc.

Não existe o certo e o errado existe apenas maneiras diferentes. Você não é obrigado a gostar, mas sinta-se obrigado a respeitar.


25 de junho de 2011

Não é cópia, é remix!

Em um trabalho, artístico ou não, onde fica o limite entre a cópia e o remix? Legal o estudo que o Kirby Ferguson fez. Não sabia eu, mas o Led Zeppelin remixou um monte de músicas que consagrou a banda, e depois surgiu muitas bandas que copiaram a cópia.

Isso acontece com tudo. Filmes, livros, músicas, negócios, no campo acadêmico, e claro, com software, tanto open source como proprietário. No software, isso ocorre a cada segundo em sites como o Google Code Hosting e o GitHub.com.

Remixar acontece também sem querer, uma vez que nossa personalidade é formada pelas experiências que passamos, e tudo o que criamos é fruto disso. Sem perceber nos inspiramos a todo momento, e isso influencia o trabalho que fazemos. As idéias precisam vir de algum lugar. Criação requer influência.

Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre o ombro de gigantes.
Isaac Newton

Me perdoe quem não entende a língua inglesa, mas eu também não entendo muito.


Everything is a Remix Part 1 from Kirby Ferguson on Vimeo.

16 de junho de 2011

11 de junho de 2011

Lixo Extraordinário (Waste Land - 2010)

Excelente documentário sobre o trabalho que Vik Muniz fez com os catadores de Jardim Gramacho, o maior aterro do terra em quantidade de lixo recebido.
Impressionante como lá é realmente um outro mundo. Há quem não sabe, mas o catador faz um papel importantíssimo na comunidade. Como em qualquer lugar, no aterro existem pessoas cultas e esclarecidas, e com histórias interessantes. Não é atoa que foi indicado para o Oscar.


10 de junho de 2011

Prepare-se: sua vida vai mudar

Gostei do texto, pois me fez pensar em coisas que eu não tinha pensado antes. Os tablets produzidos no Brasil vão mudar a sociedade que conhecemos. Estamos no início de uma nova era.

Prepare-se: sua vida vai mudar: "


Marque esta data: 2 de junho de 2011. É o dia da largada oficial para a produção em massa dos tablets em território nacional. Na quinta-feira, o governo publicou a portaria que estabelece as regras para o incentivo fiscal aos equipamentos portáteis sem teclado fabricados no Brasil e assim possibilitou às empresas ligarem as máquinas. Segundo cálculos dos técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a isenção pode representar uma queda de 40% no custo do produto. Mas o que isso significa efetivamente para o país? Muito.



A primeira constatação é que algo mudou na disposição do Estado. Dos rumores até a efetivação do projeto, foram meros três meses. Ou seja, o governo tem vontade política para solucionar a encruzilhada tecnológica do país. E essa situação não se trata de atraso, mas sim de momento.

Em uma conversa recente, Jack London, pioneiro da internet brasileira, explicou-me o quadro amplo: o mundo digital alterna ciclos. O foco primeiro esteve no hardware – nos anos 70 e 80, quando gigantes como IBM e Digital dominavam o mercado. Depois migrou para o software – período de ascensão da Microsoft e, posteriormente, do Google. E agora volta ao hardware novamente – hoje a Apple se consolida como marca mais poderosa do mercado.

A cada fim de ciclo dinossauros se extinguem. A fabricante de mainframes Digital, por exemplo, sumiu do mapa. A IBM se reinventou como companhia de serviços para superar a era glacial do hardware. No momento atual assistimos a consolidação da empresa de Steve Jobs no topo, enquanto a Microsoft tenta recuperar terreno perdido na área móvel.

Existe consenso em torno da ideia que a Apple criou, do nada, mercados inteiramente novos com os lançamentos do iPhone e do iPad. A chegada desses equipamentos fomentou uma indústria de aplicativos e um sem número de serviços, como revistas digitais, vídeos sob demanda e e-books multimídias.

O ponto central dessa revolução é o acesso a equipamentos topes a preços populares. Em resumo, a massificação de smartphones e tablets.

Dito tudo isso, voltemos aos tablets brasileiros. A equação “equipamento tope + preço popular = novo mercado” parece ter inspirado o esforço federal em trazer a Foxconn e a mudar as regras do jogo dos aparelhos móveis.

No campo das especulações, podemos concluir que o governo deve dar seguimento em breve a outras propostas de infraestrutura tecnológica como a massificação da banda larga e o projeto de cidades digitais, que prevê, entre vários pontos, áreas de acesso wireless gratuito.

Se todo esse cenário se consolidar teremos uma cena de negócios muito interessante sendo construída em um médio prazo. Algumas cidades poderão se tornar pequenos polos ou ilhas virtuais e concentrar um mercado local inteiramente conectado. Imagine a cena: na praça central o tradicional footing se transforma em uma multidão de jovens com tablets e smarts tuitando cantadas, gracejos, piadas, combinando festas, curtindo vídeos. E seus pais acompanhando os filhos por check ins no Foursquare ou pelo Google Latitude. E gente de todas as idades publicando conteúdo, lendo e-books ou revistas eletrônicas, fazendo compras, buscando de tudo na internet. O local e o global se misturam em uma nova realidade.

É o surgimento do terroir digital.

Nas grandes cidades, como São Paulo, porém, existe uma espécie de efeito videogame, que dificulta o acesso aberto. Como em um jogo eletrônico, os obstáculos à cultura móvel aparecem por todo o lado. A começar do próprio tamanho. O gigantismo das metrópoles restringe a disseminação de wireless público.

O sistema de transporte coletivo também se revela um dos entraves em relação ao uso dos tablets – quem se arriscaria e levar o iPad para passear no metrô lotado ou em ônibus com gente caindo pelas janelas? O medo de se expor pode tornar o tablet um acessório de viagem.

Se ao ar livre impera o efeito videogame, em locais fechados, como shoppings, escolas, universidades e condomínios, a cena muda. Esses espaços podem gerar suas próprias micro-comunidades. Em pouco tempo, o sistema educacional privado deve incorporar os tablets em sala de aula. E isso nem pode ser considerada uma previsão. Será, sim, a concretização de um sonho relativamente antigo de faculdades e colégios.

Com a massificação de tablets e smartphones, as oportunidades de negócios estarão, literalmente por todos os lados. E você, está preparado para a nova vida digital?
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