15 de maio de 2013

Culpa da Internet?


Pelo jeito não. Este sujeito fez um experimento que eu gostaria de fazer (mas agora não preciso pois ele já fez).
A internet e a vida moderna não atrapalha sua vida, se você não procrastinasse com ela, iria encontrar outras coisas.

Um ano sem internet


Paul Miller tinha um desafio: ficar um ano sem Internet. No início tudo são flores, mas e no final? Você conseguiria? Você voltaria para a Internet após um ano sem ela? Paul achava que não.
Paul Miller - The Verge
Paul Miller é um articulista de tecnologia do The Verge que topou o desafio de ficar offline por um ano. Nada de e-mails, web, GPS, smartphone, e-books, nada. Não ficou sem usar tecnologia, claro, seria um tanto mais complicado, principalmente porque ele continuou sendo pago pelo The Verge para escrever seus artigos. Mas ficou desconectado.
Ele achava que encontraria, nesse hiato, seu verdadeiro eu, sua identidade perdida na batalha contra a vida corrida e intensa da Internet, as distrações que o mantinham distante das coisas reais, das pessoas reais, de sua família, do que realmente valia a pena. Da vida.
Ao contrário de tudo isso, Paul descobriu que sua vida e a Internet eram coisas intrínsecas. Ele descobriu também que na vida offline existiam tantas distrações quanto na online. Após um tempo ele descobriu o quanto era difícil pra ele, sair de casa para encontrar os amigos, fazer ligações ao invés de enviar e-mails, responder as cartas dos seus leitores e ir aos correios para enviar. Ele finalmente concluiu que não era a Internet que o atrapalhava de descobrir seu verdadeiro eu, que o afastava das pessoas ou que o distraía com coisas inúteis ao invés de focar nas verdadeiras coisas que valiam a pena.

O culpado, era o próprio Paul

Em seu texto de retorno à Internet, Paul diz que se sente decepcionado com ele mesmo por não ter tido nenhuma epifania no período, por não ter realizado o que era o objetivo do projeto. Mas Paul se enganou. A sua epifania foi sua grande descoberta sobre si mesmo, sobre ser o principal responsável pelo rumo que sua vida toma, por suas escolhas, pelos erros e acertos, pelo aprendizado.
What I do know is that I can’t blame the internet, or any circumstance, for my problems. I have many of the same priorities I had before I left the internet: family, friends, work, learning. And I have no guarantee I’ll stick with them when I get back on the internet — I probably won’t, to be honest. But at least I’ll know that it’s not the internet’s fault. I’ll know who’s responsible, and who can fix it.
A Internet (ou o videogame, o Facebook, a escola, o trabalho, ou qualquer outro culpado que você queira arrumar) não é responsável por nos afastar de nosso caminho. Nós somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos. Nenhuma tecnologia vai mudar quem você é. Ela pode apenas amplificar, facilitar a divulgação e a conexão com outros iguais.
O que você está fazendo da sua vida?

Video-documentário de Paul Miller / The Verge

Fonte: http://tecnocracia.com.br/1230/um-ano-sem-internet/

19 de fevereiro de 2013

Best of Web 2012

Apesar de tudo, o mundo vai ficando cada vez mais legal.

25 de janeiro de 2013

Economia voltando com tudo em 2013!?

Gosto muito de economia. Ela não é uma ciência exata, não tem lógica, depende das emoções humanas, ou seja, é como jogar dados. Não adianta estar tudo bem, todo mundo cheio de dinheiro, uma empresa ser espetacular, se quem toma a decisão decidiu vender por que está com medo, ou se vislumbrou uma melhor oportunidade, o ativo vai cair no curto prazo, mesmo a empresa sendo boa.

Mas eu tenho notado algo diferente em 2013. Tenho humildemente percebido muitos negócios acontecendo e muitas oportunidades surgindo. Isso é portanto minha percepção pessoal. Eu nunca vi o mercado tão quente, mas também não sou tão velho assim...

Além do Mercado estar fervendo, o índice do medo nunca esteve tão baixo desde 2008. Pouco medo faz as pessoas abrirem a mão e investir.
VIX - O "Índice do medo"

Outra coisa muito importante: Investidores estrangeiros estão comprando tudo, e as pessoas físicas (CPFs) estão saindo da bolsa. Historicamente é comum ver pessoas físicas sempre indo na contra-mão quando se fala de investimentos.

Fluxo do Bovespa por tipo de investidor

Ao mesmo tempo que isso ocorre, o número de aplicação em Poupança bateu recorde. Bom para os bancos que conseguem dinheiro muito mais barato para investir. Ou seja, pessoas físicas caindo fora da bolsa.

Notícia: Captação da Poupança bate recorde histórico.

Como economia não há lógica, ninguém sabe o que pode acontecer. Mas eu acho que as coisas vão voltar a ficar boas para nós em 2013. 
A Espanha bateu recorde de desemprego novamente em Janeiro/2013, mas mesmo assim as ações continuaram a subir. O mercado já caiu tanto que os preços já podem ter sido descontados.

Sempre tentamos adivinhar o futuro e as chances de perder dinheiro com isso são grandes. Não tem como garantir a decisão dos indivíduos coletivamente. O mercado possui o próprio caos em sua plenitude, mas o caos nas oscilações, pois o mercado é organizado, é claro.

Já que não podemos adivinhar o futuro, o jeito é seguir trabalhando e sempre investindo em empresas boas que respeitam os pequenos investidores, aliás, estando o mercado ruim ou não essa deve ser sempre a estratégia, e em tempos de crise, quando as pessoas estiverem se desfazendo de seus patrimônios valiosos com uma velocidade maior que outras conseguem comprar, é sua chance, pois economia acontece em ondas, e não tente surfar (especular) se você não está disposto a nadar quando cair.

3 de janeiro de 2013

É fácil olhar pelo retrovisor


Outro bom artigo do Stephen Kanitz. É muito fácil olhar pelo retrovisor, falar do passado, criticar erros e etc. Quero ver ter coragem para andar onde ninguém andou.

Jornalismo do Deboche

Muitos leitores perguntam por que nunca escrevo artigos ridicularizando George W. Bush, desancando o governo PT ou ridicularizando as bobagens ditas por algum de nossos governantes. 

Não faço este tipo de colunismo porque é ilimitada a quantidade de bobagens feitas por seres humanos. Estaríamos destruindo todo o papel do planeta se comentássemos cada besteira feita. Depois, o tempo do leitor é curto, um jornalismo construtivo deveria também divulgar possíveis soluções e não ficar somente na crítica dos erros dos outros. 

Leitores são presas fáceis desta forma de crítica jornalística, porque ela insinua equivocadamente que somos superiores aos nossos semelhantes, governantes e amigos. 

Noventa por cento das nossas conversas é para se comentar gafes e fracassos dos amigos, nunca suas conquistas e realizações, por isto nunca sou o primeiro a sair de uma festa de amigos. 

O jornalista do deboche sabe que o sucesso do outro incomoda, e se aproveita disto. O jornalismo do deboche não somente mostra que somos supostamente mais inteligentes do que os que estão no poder, mas tem uma outra coisa “freudianamente” muito importante: mostra que o colunista é mais inteligente do que todos nós juntos. 

Não pelas suas idéias originais, critério único para se medir inteligência, mas pela burrice dos outros que o jornalismo do deboche tem o prazer de desancar. Como o debochador sempre trata do passado, quando os erros já são óbvios e evidentes, ele tem sempre a vantagem da onisciência, algo que o governante não teve na hora da sua decisão.

Não faço referência àqueles que escrevem uma crítica de forma construtiva, precisamos ser informados das mazelas e erros do governo. Um artigo debochado de vez em quando nos faz rir e permite agüentar o fardo da incompetência alheia. Mas muitos fazem do deboche a sua especialidade, sua razão de ser. 

O jornalismo deve criticar e ao mesmo tempo propor soluções para serem discutidas, inclusive correr o risco de ver a idéia debochada. Só que aí, o artigo teria de ser inovador, competente, criativo, sensato, conciliador, persuasivo e corajoso. A crítica barata é muito mais fácil do que a análise profunda. A análise requer pesquisa, números e estatísticas, o deboche só precisa de uma língua afiada.

Se você adora o jornalismo do deboche, porque ele é engraçado, lembre-se que você está rindo de si mesmo, e embora autocrítica e umas risadas sejam sadias, limitar-se a isto é dar um tiro no pé. O Brasil está diariamente dando tiros no pé, e achando graça.

Num congresso de estudantes colocaram-me para falar em penúltimo lugar, e o encerramento foi feito por um profissional do deboche. Ele simplesmente destruiu o meu discurso otimista anterior, dizendo que o Brasil jamais daria certo, de que estávamos condenados pelo gene do patrimonialismo português, que o fracasso estava no nosso sangue, e assim por diante. Para a minha grande surpresa, a platéia simplesmente adorou. Riam a valer, e no final aplaudiram de pé. Inacreditável para mim!

Se um grande intelectual prevê que o Brasil jamais dará certo, não precisamos nos esforçar. Pode-se justificar o nosso fracasso pessoal, nossa mediocridade individual, como sendo inevitável, é nosso destino. “Não preciso melhorar, a culpa não é minha, a culpa é do Brasil, a culpa é dos portugueses”.

Muitos de nossos intelectuais jogam para a platéia, curvando-se à força do mercado, um discurso de que jamais daremos certo, quando a função do intelectual seria justamente mostrar as soluções, mostrar o caminho, mostrar o que nós pobres mortais não vemos. 

Onde estão os poetas que antes nos inspiravam e motivavam, onde estão os filósofos que nos mostravam a essência do que está ocorrendo, onde estão os padres com seus sermões edificantes, onde estão os visionários que nos mostravam o caminho? Eles estão presentes como sempre estiveram, mas hoje estão sem platéia, porque o jovem brasileiro está encantado com o discurso do deboche, é sempre mais fácil culpar os outros.

O jornalismo do deboche é um fenômeno mundial, atingiu até o New York Times. Se acabou acreditando que você é mais competente que Lula, FHC ou Bush, consulte um especialista. 

O mundo não é tão simples nem tão ridículo quando lhe fizeram imaginar. Graças a Deus!


Stephen Kanitz

Fonte: http://www.kanitz.com/impublicaveis/jornalismo_do_deboche.asp

18 de dezembro de 2012

Opinião sobre o livro "A Cauda Longa (The Long Tail)"

O Livro a Cauda Longa foi escrito pelo editor chefe da excelente revista Wired.


Basicamente faz uma viagem local sobre como o mercado digital, com sua prateleira infinita, forma  uma cabeça, no gráfico de vendas, formadas por hits que se estendem por uma longa cauda, a "Cauda longa". Essa cauda é maior que o mercado de hits que forma a cabeça do gráfico.



Um livro muito bem escrito onde o autor leva o leitora à uma análise sobre a nossa economia atual.
Segundo o autor, os mercados de prateleiras e os hits estão tendo cada vez menos influência, apesar de que nunca vão sumir. Vão ser sempre uma base e um chamariz para os mercados digitais infinitos, formando a cabeça do gráfico. Os hits são essenciais para que os nichos encontrem seu conteúdo mais específico.

Para os nichos encontrarem o que procuram, dependem muito da tecnologia da informação e das "playlists" para separar as recomendações. As playlists possuem a qualidade assegurada pela inteligência das massas. O antigo site mp3.com falhou, tinha muito conteúdo livre, mas ninguém encontrava o que procurava. Era um "monte de lixo"na percepção individual de cada um. Apple fez o mesmo modelo com iTunes, porém com contratos com gravadoras, trouxe muitos hits que chamou o público.

O autor cita diversos exemplos, fazendo comparações e reflexões sobre o Google, Wikipedia com a Enciclopédia Britânica, Ebay, Amazon, BestBuy, iTunes. Também fala sobre modelos de negócios digitais,  os tradicionais de tijolo e cimento, e o mesclados.

Cada vez as ferramentas de produção de conteúdo estão ficando mais baratas e acessíveis, qualquer um pode produzir vídeos, livros e materiais de qualidade (ou não). Esses autores podem disponibilizar suas obras nas mesmas prateleiras digitais dos grandes players. Haverá sempre muito lixo, mas a tecnologia da informação sempre fará as pessoas encontrarem o conteúdo valioso que procuram.

Um livro realmente muito bom pra quem gosta de negócios.

13 de dezembro de 2012

Tivemos mais um grande ano

Como de costume, a retrospectiva Google.

O que buscamos diz muito sobre nós mesmos



"Never stop searching"


1 de dezembro de 2012

Terra 2050 - Documentário feito pela Shell

Muito legal o documentário da Shell mostrando como anda as pesquisas para construir as cidades do futuro.
Mega cidades irão surgir, mas do jeito que são feitas hoje não é possível.
Aparece no documentário também o Brasil, como pioneiro na fabricação de combustíveis renováveis lá em 1975.


Particularmente eu não gosto de usar carro pra tudo, mas hoje não há opção. As cidades devem ser feitas para pessoas e não para carros. O nosso tempo é o que existe de mais precioso, devemos gastá-lo com nossa família e amigos e não indo e voltando do trabalho.